O dólar reage negativamente à ingerência do presidente Jair Bolsonaro na troca de comando da Petrobras e com ameaças de meter o dedo em outras estatais. O exterior negativo com dólar em alta frente divisas emergentes pares do real também é precificado. O dólar à vista atingiu máxima a R$ 5,5332 (+2,74%).

O temor é de interferências em outras estatais, como Banco do Brasil e Eletrobras, além das elétricas, já que no sábado (20) Bolsonaro disse a apoiadores: “vamos meter o dedo na energia elétrica, que é outro problema também”.

Com o cenário de mais risco no Brasil, o mercado piorou várias revisões em suas projeções na pesquisa Focus. A estimativa para o IPCA de 2021 saltou de 3,62% para 3,82%; para Selic deste ano aumentou de 3,75% para 4,00%. Para o PIB de 2021, houve desaceleração de projeção de alta de 3,43% para 3,29%, enquanto para o câmbio passou de R$ 5,01 para R$ 5,05.

O dólar fechou na sexta-feira em alta com as ameaças de Bolsonaro à Petrobras e decisão de isentar de impostos o diesel por dois meses e gás de cozinha de forma permanente. Pouco depois do fechamento dos mercados na sexta, a ameaça se concretizou e com o anúncio de que o general da reserva Joaquim Silva e Luna ocupará o lugar Roberto Castello Branco, em meio à insatisfação com a política de preços da estatal.

Às 9h30 desta segunda-feira, 22, o dólar à vista desacelerava um pouco, cotado a R$ 5,5212 (+2,52%). O dólar para março subia 2,51%, a R$ 5,5195.

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