O dólar desacelera a queda ante o real, com máxima a R$ 5,5035 (-0,10%) no mercado à vista há pouco. A economista Ariane Benedito, da CM Capital Markets, diz que o mercado ajusta posições cambiais, atento à inflação de Serviços no Brasil, além do fortalecimento do dólar no exterior ante alguns pares emergentes do real, como os pesos mexicano, chileno e argentino.

“Após queda à casa dos R$ 5,46 com os leilões cambiais agressivos do BC ontem e hoje e dados dos EUA melhores que o esperado nesta manhã – PPI e pedidos de auxílio-desemprego -, o mercado precifica, agora, grande preocupação com a inflação interna, após os resultados do setor de serviços em agosto no país, cuja alta já era esperada, mas os dados melhores de atividade causam impacto na inflação, com repasses da alta de preços em cadeia, reforçando cautela”, avalia Ariane.

Como o BC está focado em levar a inflação à meta em 2002, a economista tem expectativa de continuidade de alta de 100 pontos-base da Selic na próxima reunião do Copom, para evitar impacto forte na atividade e emprego.

Ela acredita que as intervenções mais fortes do BC no câmbio podem ser pontual, visando reduzir o impacto da taxa cambial sobre a inflação. Intervenção forte no cambio pode ser estratégia pontual, porque a ferramenta de política monetária do BC é o controle de juros para levar a inflação à meta em horizonte relevante, declarou.

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