O dólar renovou mínima a R$ 5,5748 (-1,22%) no mercado à vista há pouco, enquanto o dólar para maio cedeu até R$ 5,5815. O responsável pela área de câmbio da Terra Investimentos, Vanei Nagem, diz que o exterior positivo em meio à queda de juros dos Treasuries embala um apetite por ativos de risco que enfraquece a moeda americana também após as atas “dovish” do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e do Banco Central Europeu. A notícia de que a produção industrial do país se mantém em patamar superior ao de fevereiro de 2020, no pré-pandemia, em sete dos 15 locais pesquisados é bem-recebida e ajuda marginalmente na queda do dólar, afirma. Em fevereiro, a produção industrial nacional operava 2,8% acima do pré-pandemia.

Em São Paulo, o maior parque fabril do País, a produção rodava 5,8% além do nível de fevereiro do ano passado. Para ele, a reunião do presidente Jair Bolsonaro com empresários, ontem à noite, fica em segundo plano.

Há expectativa sobre o que será feito por Bolsonaro para acelerar a vacinação, mas sem peso aparente na precificação do dólar por enquanto, afirma.

Nagem comenta que há pano de fundo de cautela com a paralisação da produção da vacina CoronaVac pelo Instituto Butantan, por falta de insumo que deve chegar ainda da China. “Há preocupação com a gestão da vacinação, porque há risco de se ampliar a aplicação da primeira dose e de faltar imunizante depois para a segunda dose dentro do prazo, em consequência da paralisação da produção pelo Instituto Butantan”, acredita.

Além disso, ele afirma que, se vacinação for interrompida, deve atrasar também a retomada da economia. Em relação ao leilão de uma ferrovia na Bahia hoje, após o certame de aeroportos considerado bem-sucedido ontem, o profissional comenta que se trata de uma oferta bem específica, o interessado deve ter expertise no setor e há dúvidas sobre a atratividade de investidores nacionais e estrangeiros.

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