O deputado José Melto (Podemos-GO) criticou o ministro da Economia, Paulo Guedes, e disse que há um jogo de empurra-empurra entre o presidente da República e governadores em meio à escalada da alta dos preços dos combustíveis. Ele falou durante debate que ocorre sobre a situação da operação das termelétricas, o preço dos combustíveis e outros assuntos relacionados à Petrobras no plenário da Câmara, com presença do presidente da empresa, Joaquim Silva e Luna.

“O principal agente não está aqui, que é o Paulo Guedes”, disse o deputado, afirmando que o ministro é o responsável pela política cambial.

Na verdade, quem é responsável por atuações no câmbio é o Banco Central, mas a autoridade monetária sempre alerta que suas intervenções estão ligadas à questões de ajustes de mercado, e não busca uma cotação específica.

O deputado, que defendeu a quebrar do monopólio da estatal, disse que a Petrobras virou uma “Geni”. “É uma empresa dos acionistas internacionais e nacionais. Quem tem dinheiro aplica, mas quem paga a conta é o povo sofrido brasileiro”, declarou.

Melto também disse que o “jogo de empurra” não pode continuar. “Temos que baixar o ICMS?”, questionou, respondendo que sim, mas que uma queda drástica do imposto deveria vir acompanhada de uma recompensa para que os Estados tenham como pagar professores e abastecer viaturas policiais.

O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) também fez críticas ao chamado “Centrão”. “Como disse uma jornalista, o Centrão vai ao velório pega na alça do caixão, mas na hora de se jogar junto para ser enterrado ele tem capacidade política para saber que isso vai levar à morte. Ele sabe que o que acontece hoje com a Petrobras é altamente impopular porque incide na renda da família brasileira.”

O deputado também lembrou que, durante a campanha, o então candidato Jair Bolsonaro disse que o preço do gás não passaria de R$ 30, e que o da gasolina não seria superior a R$ 2,50. “General Luna, Bolsonaro é diretamente responsável por isso, e o senhor é co-responsável pela política que gera alto rendimento para os senhores, mas fome para milhares de brasileiros.”

Glauber Braga anunciou ainda que dia 25 de setembro 2 de outubro vai ter “uma grande movimentação de atos públicos muito maiores do que em 7 de Setembro, para a derrubada do governo Bolsonaro”.

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