A estatal mineira Cemig irá manter a sua política atual de distribuição de dividendos de 50% do lucro líquido, afirmou o diretor de Finanças e Relações com Investidores da companhia, Leonardo George de Magalhães, durante o XXV Encontro Anual da Cemig com o Mercado de Capitais. “A gente acha que ela é adequada e, até considerando a resiliência da companhia neste momento, pagando um payout de 50% vai garantir um retorno sobre dividendo muito atrativo”, disse o executivo, reforçando que essa é a prática também prevista no seu estatuto social.

Além desta definição, o executivo afirmou que a companhia está perseguindo um nível de alavancagem de até 2,5 vezes para a relação dívida líquida/Ebitda ajustado, patamar este que é um pouco acima do nível de 2,01 vezes verificado ao final no segundo trimestre de 2020. “Uma alavancagem entre 2 vezes e 2,5 vezes é adequada. Até porque, daqui a pouco, em função da renovação das concessões (Emborcação, Nova Ponte e São Carvalho), temos que pagar um bônus de outorga dessas usinas”, justificou.

Se o bônus de outorga tiver que ser pago pela Cemig à vista, o executivo afirmou que a companhia irá necessitar de mais recursos na ocasião. “Neste sentido, manter uma alavancagem mais baixa neste momento, estrategicamente, faz mais sentido”, disse.

A meta de alavancagem de até 2,5 vezes considera os investimentos de R$ 10 bilhões previstos até 2024, além de eventuais oportunidades atrativas que possam surgir nos próximos anos, sobretudo no segmento de geração.

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