O presidente Jair Bolsonaro afirmou que passou esta quarta-feira, 23, “apagando incêndio”. A declaração foi dada em resposta a um apoiador, no retorno ao Palácio da Alvorada, sobre como havia sido o dia do presidente. Nesta quarta, o governo entrou numa saia justa com o pedido de demissão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, bem como as declarações do deputado Luis Miranda (DEM-DF) de que o governo sabia, em março, da compra das vacinas Covaxin acima do preço anunciado.

Aos apoiadores na porta da residência oficial, Bolsonaro disse que não comentaria o pedido de demissão de Salles. “Ele pediu pra sair, então ele que tem que falar o porquê”, afirmou o presidente. Segundo Salles afirmou mais cedo, sua saída favorece “a união de interesses, anseios e esforços” da forma “mais serena possível”.

A gestão do ministro foi marcada pelo avanço do desmatamento na Amazônia e cerrado, bem como o desmonte dos órgãos de fiscalização. Na última semana, os Estados Unidos suspenderam as negociações ambientais com o Brasil, o que acendeu o sinal de alerta entre parlamentares e autoridades para a possibilidade de sanções econômicas.

Segundo vídeo da fala do presidente com apoiadores, disponibilizado pelo canal Foco do Brasil, que distribui conteúdo de apoio ao presidente, não dá para saber se Bolsonaro fez comentários sobre a compra de vacinas da Covaxin. Na gravação de oito minutos é possível perceber cortes na edição. Segundo mostrou o Estadão/Broadcast, o governo assinou a compra dos imunizantes contra a covid-19 por valor dez vezes maior que o anunciado seis meses antes.

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