As bolsas da Europa fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas por ações de energia. Empresas do setor foram beneficiadas pela alta do preço do petróleo no mercado internacional. O Brent, que é referência no Velho Continente, atingiu US$ 79 o barril pela primeira vez desde 2018. Os investidores também começaram a digerir o resultado das eleições na Alemanha, que mostrou vantagem do Partido Social-Democrata (SPD) sobre a legenda da atual chanceler, Angela Merkel.

Nesse cenário, o FTSE 100 subiu 0,17% em Londres, a 7.063,40 pontos. “Um desempenho decente de empresas como BP e Royal Dutch Shell está ajudando a apoiar o índice do Reino Unido, à medida que os preços da energia continuam a subir”, afirma o analista-chefe de mercados da CMC, Michael Hewson. Os papéis das duas petroleiras citadas pelo profissional ganharam 3,47% e 4,36% nesta segunda-feira, respectivamente.

Para Hewson, apesar do pregão positivo, os mercados europeus perderam ímpeto ao longo do dia à medida que os investidores começaram a antecipar meses de negociações para a formação de um novo governo na Alemanha sob comando de Olaf Scholz, já que a vantagem do SPD foi marginal.

Na visão da Oxford Economics, o desempenho “forte” do Partido Verde no pleito alemão pode acelerar a agenda ambiental no país.

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, avançou 0,27%, a 15.573,88 pontos.

Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,19%, a 6.650,91 pontos.

O FTSE MIB, de Milão, por sua vez, registrou ganho de 0,63%, a 26.132,24 pontos.

Nas praças ibéricas, o índice PSI 20, de Lisboa, teve alta de 0,48%, a 5.450,08 pontos, e o Ibex 35, de Madri, subiu 1,46%, a 9.002,90 pontos.

Em discurso no Parlamento Europeu nesta segunda-feira, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, afirmou que a instituição não considera subir juros antes de a inflação atingir a meta de forma sustentada.

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Andrew Bailey, por sua vez, disse que um aperto monetário pode piorar a situação do Reino Unido ao aumentar a desaceleração da retomada econômica.

Como pano de fundo, continuam as preocupações com a incorporadora chinesa Evergrande, que enfrenta problemas de liquidez. Nesta segunda-feira, uma unidade de veículos elétricos da companhia disse que enfrenta escassez de caixa.

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