O Banco Central ampliou a quantidade de papel-moeda em circulação para o maior patamar da história do real. Em apenas dois meses desde a declaração de pandemia pelo novo coronavírus, o BC colocou na rua mais R$ 52 bilhões em cédulas. Com isso, há em circulação no país R$ 311,5 bilhões em espécie.

Por que o BC está imprimindo dinheiro? A pandemia aumentou o número de saques em espécie, reduziu o volume de depósitos e compras no comércio, e houve o pagamento de auxílios emergenciais a um quarto de toda a população brasileira.

Em momentos de normalidade, os cidadãos que sacam o dinheiro em cédulas vão ao longo do mês gastando esses recursos no comércio em geral ou em lotéricas e agências bancárias com o pagamento de contas. Ou seja, o dinheiro impresso aos poucos retorna para o sistema bancário. Mas, com a pandemia e o fechamento do comércio, a instituição passou a observar um “estoque” do dinheiro em papel-moeda.

Esse movimento gera inflação? Não, pois não se trata de emissão de dinheiro novo ou expansão da oferta de moeda na economia como um todo. A ação significa uma ampliação do uso de cédulas impressas em vez de recursos digitais.

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