No comunicado oficial da reunião de cúpula encerrada neste domingo, 22, o G20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, reconhece que a reabertura das economias passada a primeira onda da covid-19 levou a uma recuperação da economia. Entretanto, o grupo também considera que a recuperação ainda carrega altos riscos, dado que uma segunda onda de infecções tem sido vista em diferentes regiões, levando a novas medidas de distanciamento social.

“Enquanto a economia global experimentou uma forte contração em 2020 devido ao impacto da pandemia da covid-19, a atividade econômica global se recuperou parcialmente com a reabertura de nossas economias e quanto o impacto de nossas significativas ações começou a se materializar”, afirma o texto, divulgado neste domingo. “No entanto, a recuperação é desigual, altamente incerta e sujeita a elevados riscos, incluindo aqueles relacionados à renovada disseminação do vírus.”

Segundo o G20, apenas o controle total do novo coronavírus pode trazer uma recuperação efetiva da economia, sendo o “fator chave” para que ela se materialize. Ainda assim, o grupo afirma que está comprometido em “usar todas as ferramentas disponíveis pelo tempo que for necessário” para resguardar vidas, empregos e a renda da população de seus países, assim como a atividade econômica mundial.

Neste sentido, os países-membros afirmam no comunicado que seguem comprometidos em implementar a iniciativa de suspensão de dívidas (DSSI, na sigla em inglês), incluindo a extensão da medida até junho de 2021. Com a suspensão, os países elegíveis poderão suspender os pagamentos de dívida bilaterais no período.

Ainda na frente financeira, o G20 afirma que no momento da reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, no ano que vem, os ministros de finanças do grupo avaliarão se uma nova extensão da suspensão de dívidas será necessária.

De acordo com o G20, até o dia 13 de novembro, 46 países pediram para se beneficiar do DSSI, sendo que o total diferido chegou a US$ 5,7 bilhões. Também para o reforço ao financiamento, o grupo afirma ter requisitado do FMI uma análise das necessidades de financiamento externo dos países.

Solidariedade e cooperação

Os líderes do G20, o grupo das 20 maiores economias do globo, reunidos no encontro virtual da cúpula da organização, sediado em Riad, na Arábia Saudita, afirmaram que o contexto provocado pela pandemia da covid-19 exige mais do que nunca ação global coordenada, solidariedade e cooperação multilateral entre os países. As afirmações também estão no comunicado da reunião.

Segundo os líderes, a união de forças é necessária tanto para superar os desafios do cenário atual quanto para criar oportunidades para todos. “Estamos comprometidos em liderar o mundo na formação de uma era pós-covid-19 forte, sustentável, equilibrada e inclusiva”, afirma o comunicado.

No texto, os líderes lembram que a pandemia causou um choque sem paralelos na sociedade e na economia, e que revelou vulnerabilidades na capacidade de resposta dos países. Neste sentido, o G20 afirma que seguirá dando apoio aos países sem medir esforços, dando suporte “em especial aos mais vulneráveis”. Ao mesmo tempo, o grupo afirma que o foco será trazer as economias de volta ao caminho do crescimento.

“Continuamos determinados a dar suporte a todos os países em desenvolvimento e menos desenvolvidos enquanto eles enfrentam os efeitos entrelaçados em termos sanitários, econômicos e sociais da covid-19”, comenta o texto. O G20 reitera que mobilizou recursos para atender às necessidades imediatas de financiamento da saúde em termos globais, para ajudar no desenvolvimento de testes, tratamentos e vacinas contra a pandemia.

O grupo se compromete ainda a seguir dando suporte às necessidades remanescentes de financiamento global, e comenta que são bem-vindos os esforços dos bancos de fomento multilaterais, especialmente no sentido de dar amplo acesso à imunização contra a covid. “Reconhecemos o papel da imunização extensiva como um bem público global.”

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